A Leishmaniose é uma doença causada pelo parasita Leishmania, que afeta os seres humanos e o cão e que é transmitida pela picada de flebótomos.
A doença ocorre predominantemente em regiões tropicais e subtropicais, no entanto atinge também os países mediterrânicos.
Em Portugal, embora possam ocorrer casos de Leishmaniose em todo o país há alguns focos principais, como a região do Alto-Douro, Lisboa e Algarve.
No ser humano, a leishmaniose pode ocorrer sob três formas: uma forma cutânea, caracterizada pela presença de úlceras na pele, que podem ou não curar espontaneamente; uma forma mucocutânea, cujas lesões fazem lembrar as da lepra e que pode levar à destruição das mucosas da boca e nariz; e uma forma visceral, que afeta vários órgãos como o baço e o fígado.
Esta última é a mais grave e quase sempre fatal, se não for tratada.
Em Portugal, as mais comuns são a visceral e a cutânea, que afetam sobretudo crianças até aos 3 anos.
No cão a leishmaniose é cutânea e visceral. Embora nem todos os cães infetados apresentem sinais clínicos evidentes, eles atuam como reservatórios da infeção, podendo transmitir o parasita através do vetor ao ser humano e a outros mamíferos.