• Skip to primary navigation
  • Skip to main content
  • Skip to footer
  • Biblioteca
  • Museu
  • Pessoal
    • Webmail
    • Área de Docentes
    • Área de Não-Docentes
  • Estudantes
    • Webmail
    • Moodle
    • NetP@
    • Escola Doutoral
    • Serviços Académicos
    • Trabalhar no IHMT
    • Programa Mentoria à Mesa – 1ª Edição

IHMT

Instituto de Higiene e Medicina Tropical

  • O Instituto
    • Missão
    • Mensagem do Diretor
    • Órgãos de governo
    • Docentes e investigadores
    • Portal de Denúncias UNL
  • Ensino
    • Mestrados
    • Doutoramentos
    • Cursos de Especialização
    • Formação transversal
    • Cursos de Curta Duração
    • Ensino à Distância
    • Apoio ao Desenvolvimento
    • Serviços académicos
    • NOVA Open Academy
    • Programa Mentoria à Mesa – 1ª Edição
  • Investigação
    • Centro GHTM
    • Unidades de Ensino e de Investigação (UEI)
      • Unidade de Clínica Tropical
      • Unidade de Microbiologia Médica
      • Unidade de Parasitologia Médica
      • Unidade de Saúde Pública Global
      • Serviço de Apoio à Ciência e Comunidade
    • Biobanco
    • BLOODless
    • Centro Colaborador OMS
    • Publicações
  • Serviços e gestão
    • Biblioteca
    • Sistema de Qualidade
    • Estatutos e regulamentos
    • Plano de Atividades
    • Relatório de Atividades
    • Relatório de Gestão
    • Contratos públicos
    • Recursos humanos
      • Concursos e bolsas
        • Concursos – Docentes e Investigadores
        • Concursos – Não Docentes e Não Investigadores
        • Bolsas de Investigação
      • Contratos
      • Avaliação de Desempenho
        • Ciclo Avaliativo
          • Biénio 2021-2022
          • Biénio 2023-2024
        • Conselho Coordenador de Avaliação
        • Comissão Paritária
      • Mobilidade
      • Listas Nominativas
  • Doenças Tropicais
    • Consulta do Viajante
    • Dossiês Informativos
    • Glossário
    • Museu
    • Vídeos
    • MosquitoWeb
  • Comunidade
    • Cooperação e Desenvolvimento
    • Sustentabilidade
    • Parcerias
    • Projeto felizMENTE há…
  • Contactos
  • Candidaturas
  • pt
    • pt
    • en
Home / Dossiers / Dossiê Informativo | NiV – vírus Nipah

Dossiê Informativo | NiV – vírus Nipah

5 Fevereiro, 2026

1. O que é o vírus Nipah?

O vírus Nipah (NiV) é um vírus zoonótico, ou seja, que passa de animais para pessoas, podendo causar doença grave, incluindo inflamação do cérebro (encefalite) e infeções respiratórias. Foi identificado pela primeira vez em 1999, em surtos na Malásia e Singapura, associados a criação de porcos.


2. Onde ocorre e porque é relevante?

Desde o final dos anos 90, surtos de Nipah têm sido registados sobretudo no Sul da Ásia, em particular no Bangladesh e na Índia, quase todos os anos. Embora, até agora, os surtos se concentrem nessa região, o vírus é considerado de elevado potencial epidémico ou pandémico, porque:

  • Pode passar de animais para humanos
  • Pode transmitir‑se entre pessoas
  • Tem uma taxa de letalidade elevada (cerca de 40–75%)

3. Qual é a origem do vírus?

  • Reservatório natural: morcegos frugívoros (raposas‑voadoras) do género Pteropus.
  • Outros animais: em alguns surtos, porcos funcionaram como hospedeiros intermediários, infetando pessoas em contacto próximo.

4. Como se transmite?

O vírus Nipah pode transmitir‑se:

  • De animais para pessoas:
    • Contacto com secreções de morcegos (por exemplo, seiva de palmeira contaminada)
    • Contacto com porcos ou outros animais infetados
  • De pessoa para pessoa:
    • Contacto próximo com doentes, sobretudo em contexto familiar ou de cuidados de saúde

Contacto com secreções respiratórias ou fluidos corporais de pessoas infetadas.


5. Quais são os sintomas?

O período de incubação (tempo entre a infeção e o início dos sintomas) é geralmente de 4 a 14 dias.

Os sintomas podem variar de ligeiros a muito graves:

  • Sintomas iniciais:
    • Febre
    • Dor de cabeça
    • Dores musculares
    • Vómitos
    • Dor de garganta
  • Evolução possível:
    • Dificuldade respiratória
    • Tonturas, sonolência
    • Alteração do estado de consciência
    • Encefalite (inflamação do cérebro), convulsões e coma em casos graves

Algumas infeções podem ser assintomáticas (sem sintomas), mas continuam a ser relevantes do ponto de vista de saúde pública.


6. Quão grave é?

A taxa de letalidade estimada situa‑se entre 40% e 75%, dependendo das condições de vigilância e de acesso a cuidados de saúde em cada surto.

Existe tratamento ou vacina?

  • Não existe, até ao momento, tratamento antiviral específico nem vacina licenciada para o vírus Nipah, nem para humanos nem para animais.
  • O tratamento é de suporte, focado em:
    • Estabilização respiratória
    • Controlo de convulsões
    • Cuidados intensivos nos casos graves

7. Como se pode prevenir?

As principais medidas de prevenção incluem:

  • Reduzir a exposição a morcegos e animais potencialmente infetados
  • Evitar consumo de alimentos contaminados por morcegos, como seiva de palmeira crua em áreas endémicas
  • Reforçar medidas de controlo de infeção em hospitais, incluindo uso de equipamento de proteção individual e boas práticas de higiene das mãos
  • Vigilância epidemiológica ativa em regiões onde o vírus circula, para deteção precoce de casos e contactos

8. Porque o vírus Nipah está a gerar preocupação pública

O vírus Nipah tem chamado a atenção pública e mediática porque reúne um conjunto de características que, combinadas, representam um risco significativo para a saúde global. Entre os fatores que mais contribuem para esta preocupação estão:

  • Taxa de letalidade elevada, estimada entre 40% e 75%, muito superior à de outras infeções virais conhecidas.
  • Capacidade de transmissão entre pessoas, sobretudo em contexto de cuidados de saúde ou contacto próximo, o que pode facilitar a expansão de surtos.
  • Origem zoonótica, associada a morcegos frugívoros e, nalguns surtos, a porcos, o que reforça a necessidade de vigilância em ambientes onde humanos, animais e ecossistemas interagem.
  • Ausência de tratamento específico ou vacina licenciada, deixando a resposta dependente de medidas de prevenção, deteção precoce e cuidados de suporte.
  • Surtos recorrentes no Bangladesh e na Índia, que frequentemente motivam alertas das autoridades de saúde e cobertura internacional.
  • Classificação pela Organização Mundial da Saúde como doença prioritária, devido ao seu potencial epidémico e à necessidade urgente de investigação.

Em conjunto, estes elementos explicam porque o Nipah volta ciclicamente ao debate público: trata‑se de um vírus grave, com potencial de transmissão e sem ferramentas terapêuticas específicas, o que exige atenção, comunicação rigorosa e vigilância contínua.


 

Atualização: 05/02/2026
Revisão científica: Professora Doutora Filomena Pereira
(Professora Catedrática; Diretora da Unidade de Clínica Tropical)

Footer

INSTITUTO DE HIGIENE E
MEDICINA TROPICAL
UNIVERSIDADE NOVA DE LISBOA
Rua da Junqueira, 100 1349-008 Lisboa
T +351 213 652 600
geral@ihmt.unl.pt

Consulta do Viajante e Medicina Tropical
T +351 213 652 630
T +351 213 652 690
T +351 91 182 37 48
T +351 91 182 44 67
medicina.viagens@ihmt.unl.pt

  • Ensino
  • Investigação
  • Medicina Tropical
  • Cooperação
  • Portal de Denúncias UNL
  • Proteção de dados

NOVA University of Lisbon Logo

Siga-nos

  • Facebook
  • Instagram
  • LinkedIn
  • Twitter
  • YouTube

Receber a “newsletter”

© Copyright 2026 IHMT-UNL Todos os Direitos Reservados.
  • Universidade Nova de Lisboa
  • Fundação para a Ciência e a Tecnologia

    UIDB/04413/2020
    UIDP/04413/2020

We use cookies to ensure that we give you the best experience on our website. If you continue to use this site we will assume that you are happy with it.