A Diretora Nacional da Saúde de Cabo Verde, Dra. Ângela Gomes, visitou o Instituto de Higiene e Medicina Tropical (IHMT NOVA) no passado dia 22 de maio, numa ocasião que coincidiu com o encerramento da XVII edição do Encontro Nacional de Médicos Internos de Saúde Pública, realizada na Aula Magna do instituto. Durante esta sessão, a Dra. Graça Freitas, antiga Diretora-Geral da Saúde em Portugal, foi homenageada pela Dra. Maria de Belém Roseira, antiga Ministra da Saúde e Presidente do Conselho Consultivo do IHMT NOVA. Na sua intervenção, a Dra. Maria de Belém Roseira destacou o contributo decisivo e a coragem da Dra. Graça Freitas na modernização das políticas de saúde pública e na resposta nacional a crises sanitárias, sublinhando o impacto duradouro do seu trabalho enquanto responsável máxima da Direção-Geral da Saúde.
A presença da responsável cabo-verdiana, aliada ao papel do Professor Doutor Filomeno Fortes, Diretor do IHMT NOVA, enquanto referência científica em Ébola, despertou o interesse dos órgãos de comunicação social, que procuraram esclarecimentos sobre o surto de hantavírus ao largo de Cabo Verde e sobre a evolução da epidemia de Ébola na República Democrática do Congo.
Hantavírus: situação controlada em Cabo Verde
O surto de hantavírus associado ao navio Hondius foi um dos temas centrais abordados pelos media. A Diretora Nacional da Saúde de Cabo Verde, Dra. Ângela Gomes, explicou que a situação está controlada e não representa risco para a população ou para o turismo. Desde o primeiro alerta, foi a própria responsável quem conduziu a gestão do processo, coordenando a resposta nacional e a articulação entre as autoridades envolvidas. Sob a sua orientação, o navio permaneceu em alto mar, com assistência médica garantida a bordo e a evacuação segura de três passageiros. Os casos estão associados à estirpe Andes, e as investigações continuam a apurar se a infeção teve origem em terra ou durante a travessia do Atlântico.
Ébola: risco muito baixo para Portugal e Angola
No seguimento da evolução da epidemia de Ébola na República Democrática do Congo, o Professor Doutor Filomeno Fortes tem acompanhado de perto a situação e reforça que o risco para Portugal e Angola é muito baixo. Segundo o especialista, esta avaliação baseia‑se na ausência de ligações diretas com as zonas afetadas e no facto de os sistemas de vigilância destes países se manterem atentos e operacionais. Sublinha ainda que a informação disponível indica contenção eficaz nos países vizinhos e que não há impacto identificado na comunidade lusófona.
A Dra. Ângela Gomes acrescenta que Cabo Verde atualizou recentemente o seu plano de contingência para o Ébola, reforçando procedimentos, pontos de entrada e mecanismos de articulação internacional, garantindo capacidade de resposta rápida caso venha a ser necessário.
Para consulta das notícias na integra:
- CNN
- Correio da Manhã
- Executive Digest
- HealthNews
- NOW
- Notícias ao Minuto
- Notícias de Coimbra
- RFI
- RTP
- RTP África
- Sábado
- SAPO
- Saúde+ TV







