A identificação recente de casos de hantavírus num cruzeiro ao largo de Cabo Verde motivou uma ampla cobertura mediática e aumentou a procura de informação rigorosa sobre estes vírus. Importa sublinhar que os hantavírus não são um único vírus, mas sim um grupo de vários vírus distintos, cada um associado a espécies específicas de roedores e com comportamentos clínicos próprios. Esta diversidade ajuda a explicar a complexidade do tema e a necessidade de comunicação científica clara.
Neste contexto, vários meios de comunicação social recorreram ao Instituto de Higiene e Medicina Tropical da Universidade NOVA de Lisboa (IHMT NOVA), reconhecendo o Instituto como uma fonte credível e especializada em doenças infecciosas e medicina do viajante.
O infeciologista Prof. Doutor Jaime Nina, professor jubilado e infecciologista do IHMT NOVA, foi um dos especialistas mais procurados, tendo participado em entrevistas para a pela CNN Portugal, RFI, Observador, TVI, SAPO- Pplware, SIC, RDP África. Nas suas intervenções, explicou de forma acessível as vias de transmissão, o risco real para a população e o enquadramento epidemiológico dos hantavírus, reforçando que a transmissão entre pessoas é rara e que a prevenção continua a ser eficaz quando aplicada corretamente.
O Prof. Doutor Celso Cunha, Diretor da UEI Microbiologia Médica do IHMT NOVA, participou também numa entrevista à CNN Portugal, onde contextualizou a presença de hantavírus na Europa e explicou as diferenças entre as variantes identificadas na América do Sul e as circulantes no continente europeu. Durante a intervenção, destacou que os hantavírus europeus estão associados, em geral, a formas clínicas menos graves, sublinhando ainda que estes vírus tendem a estar ligados a hospedeiros específicos, sobretudo determinadas espécies de roedores.
O IHMT NOVA disponibiliza também o Dossier Hantavírus, validado cientificamente pelo Prof. Doutor Jorge Seixas, Diretor Clínico da Clínica do Viajante da ADMT | IHMT NOVA, que reúne informação essencial sobre transmissão, sintomas, gravidade e medidas de prevenção.
O Instituto continuará a acompanhar a evolução da situação e a apoiar os media e o público com informação atualizada, clara e cientificamente validada.

