No passado dia 7 de março realizou-se a iniciativa “Um só mundo: Entomologia Médica e Relação com as Comunidades”, promovida pelo IHMT NOVA em parceria com o Museu Nacional de Etnologia.. O encontro assinalou a sessão de encerramento da exposição “Um só mundo”, patente no museu desde setembro de 2025, e destacou-se pela intervenção do investigador Derek Charlwood, reconhecido não só pelo seu trabalho científico em entomologia médica, mas também pelo talento como fotógrafo e pela capacidade única de contar histórias, transportando os participantes para as comunidades e experiências que documentou ao longo da sua carreira.
O programa começou com uma visita guiada à exposição, conduzida pelo autor, que ao longo do percurso, partilhou com entusiasmo os contextos e momentos que deram origem às imagens, transportando os participantes para as experiências vividas no terreno e revelando a relação próxima que estabeleceu com as comunidades com quem trabalhou.
Seguiu-se uma sessão dedicada às Coleções Entomológicas, orientada pelo Prof. Filipe Lopes. Durante a apresentação foram mostradas várias espécies capturadas pelo Doutor Derek Charlwood em diferentes regiões do mundo no âmbito do seu trabalho científico, bem como insetos mais comuns em Portugal, permitindo ao público conhecer melhor a diversidade de espécies e a sua relevância para a entomologia médica.

A tarde prosseguiu com uma mesa-redonda dedicada ao papel da entomologia médica e à sua relação com as comunidades. A conversa reuniu três perspetivas complementares: a experiência de campo do Doutor Derek Charlwood, a abordagem laboratorial do Prof. Doutor João Pinto e a visão clínica e de saúde pública da médica e investigadora, Doutora Márcia Medeiros. A moderação esteve a cargo de Sofia Rodrigues.
O diálogo entre estas diferentes realidades foi marcado pela partilha de experiências e pela discussão sobre os desafios no estudo e controlo de doenças transmitidas por insetos – uma oportunidade rara de ouvir, na primeira pessoa, os relatos de quem tem percursos de vida e experiências tão ricos, muitas vezes longe do olhar do público, mas fundamentais para o avanço da ciência e da saúde pública.
No final da sessão, destacou-se uma ideia comum entre os intervenientes: o envolvimento das comunidades é essencial para que o conhecimento científico se traduza em ações concretas. A proximidade entre ciência, cientistas e populações permite comunicar melhor as mensagens de saúde, promover a literacia em saúde e reforçar estratégias eficazes de prevenção e controlo de doenças.








